Há poucos dias atrás, tive o prazer de receber, junto ao meu marido, um convite para navegarmos a bordo do barco Veleiro “Cisne Branco”, da Marinha do Brasil, pelas águas da baía de Santos.

E pude presenciar a organização, preparo e disciplina desses marinheiros bem de pertinho e não tem como não ficar encantada. Quer saber como foi? Vem, qu´eu te levo.

O Cisne Branco esteve atracado no cais da Marinha de Santos, na sede da Capitania dos Portos, e sua visita se deu em comemoração aos 472 anos da cidade. Ele permaneceu atracado por quatro dias e foi aberto a visitação pública.

O principal intuito de sua visita nos principais portos do país é de fomentar a mentalidade marítima da nossa sociedade, pois muitas vezes não sabemos direito como é o trabalho da Marinha ou o dia a dia de um militar.

Lá fora, o navio veleiro tem o propósito de levar nossas cores, divulgando a nossa pátria, tanto que ele é considerado a embaixada flutuante do Brasil em outros países e, de quebra, esta sendo considerado um dos navios veleiros mais bonitos, orgulho brasileiro!!!

A parte interna segue a tradição marítima, com detalhes requintados e bastante confortáveis.

Na primeira foto, você vai reparar que a luminária esta torta, isso foi devido ao balanço do mar. Seguindo essa tradição náutica, elas devem ser totalmente maleáveis, pois antigamente eram de querosene.

Pude perceber também vários itens amarrados; isso é necessário para a navegação. Dependendo da velocidade que o navio está, realmente é impossível não andar em zig zag…rsss

E como em todo lugar que se preze, aqui tem também um Master Chef, o Primeiro Sargento Ferraz, considerado o “master of the Chip”.

Tivemos o prazer de receber as boas vindas do Almirante Guerreiro e Contra Almirante Rabello, saboreando um maravilhoso brunch.


Boas vindas do Contra almirante Rabello

O Cisne Branco segue o estilo dos veleiros antigos, apesar de ele ter apenas 19 anos e ter sido construído na Holanda, para as comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Seu sistema de navegação por satélite é super moderno e, mesmo tendo motores, possui 31 velas, cujas manobras são exatamente iguais aos do século 19.

O que realmente me encantou foi o tamanho do navio, especialmente a altura. São: 76m de comprimento, 10,5m de largura, 46,4m de altura e mais de uma tonelada. Para termos uma melhor noção dessa altura, ele equivale a um prédio de 15 andares. E pensar que os marinheiros desafiam essa altura subindo constantemente em seus mastros.

 

Falando em mastro, existem várias histórias de marinheiro, entre elas, uma contada pelo Almirante Guerreiro, que particularmente adorei:

Vídeo do almirante:

Durante a caminhada pelo convés, não deu para deixar de reparar os tamanhos diversos de cordas e encontrei algo que, para mim, foi inusitado. Vocês sabiam que cada corda tem o seu nome especifico? Bom, até aí tudo bem, mas o que me chamou mesmo a atenção foram os nomes colocados, aí vão alguns: Braço sobre Gata, Escota sobre Gatinha, Amantilho Seca, Andrebelo do sobrejoanete do Grande… Cá entre nós, este último mais parece o nome cientifico de problema no pé rsss.

 

A vibração dentro navio é enorme e constante ao som do apito de comando. Aliás, tudo é feito mediante som do apito, sendo cada um deles específico para uma ordem em que homens e mulheres trabalham em conjunto, de forma extremamente sincronizada.

Video do grito de guerra:

No barco, há quatro marinheiras e, conversando com o Contra Almirante Rabello, pude constatar que as mulheres não são mais o sexo frágil. Além de ter ocorrido um aumento de voluntárias para trabalhar na Marinha, elas não fazem feio, pelo contrário, trabalham tanto quanto os homens. Dá-lhe garotas!!!

Durante todo percurso, pudemos vislumbrar a vista da minha querida Santos, emoldurada com os “adornos” do veleiro.

E, finalizando o passeio, tivemos uma maravilhosa surpresa, emergindo das águas de Santos: o submarino da Marinha veio nos dar as boas vindas.

Quem sabe um dia, consigo levá-los juntos num passeio a bordo desse submarino, hein!?!

Mas sonhos a parte, não posso negar que o dia foi perfeito a bordo do veleiro e a presença do submarino fez com que esse passeio se fechasse com chave de ouro.

 

Obrigada novamente pelo convite, atenção e carinho, Marinha do Brasil.

 

Para mim, viajar é colecionar momentos inesquecíveis, memórias e lembranças que te fazem sempre sorrir. Amo tanto tudo isso, que esse blog nasceu com o propósito não só de poder compartilhar lugares e dicas, mas de trazer para você cada emoção e o encanto que esse mundo de Deus nos reserva.

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